No final de abril deste ano embarquei pela primeira vez para Istambul. Fui passar o feriado do dia 1° de maio e tenho a sensação de que fiquei o tempo ideal para conhecer bem a cidade. Dia 25 de abril eu embarquei para Turquia e voltei para casa no dia 30 de abril. Sem contar o dia de ida (25) e o de volta (30), passei 4 dias inteiros em Istambul e vou contar para vocês tudo o que vi por lá!

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Mesquita Azul por dentro

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Como foi a ida

A saída estava prevista para 11 horas da manhã (horário de Viena, onde moro) e só cheguei lá 19h da noite, acreditam? O voo atrasou umas 2 horas para decolar e teve atraso até mesmo durante a viagem de avião. Difícil entender, né? Olha que engraçado: peguei um engarrafamento aéreo daqueles! Alguém já presenciou isso? O comandante avisou que havíamos chegado, mas que tinham vários aviões na nossa frente esperando autorização da torre para descer. Nisso, esperamos mais 30 minutos (por “esperamos”, leia-se: “sobrevoamos Istambul”) e depois desse tempo, mais um aviso: “temos pouco combustível. Se a torre não autorizar o pouso em 15 minutos, aterrissaremos em outro aeroporto”.

Isso me causaria um pequeno problema, já que eu havia contratado um transfer para me deixar no hotel e o motorista me aguardava no aeroporto Atatürk. Claro que ouvir as palavras “pouco” e “combustível” enquanto se está dentro do avião, o motorista me esperando era a minha menor preocupação. O suor na minha mão era prova disso!

A sorte é que a torre deu, enfim, a autorização antes de precisarmos pousar em outro aeroporto. Deu tudo certo com a viagem, com o transfer e com o suor da minha mão. Essa foi a primeira e única adrenalina da viagem. Ufa!

Em tempo: o atraso e o engarrafamento aéreo aconteceram porque só tinha uma pista em funcionamento no aeroporto Atatürk no dia 25 de abril. Quando cheguei lá, fiquei sabendo o porquê: a turbina de um avião pegou fogo! Se minha mão suou ao ouvir “pouco combustível”, imaginem só com “turbina pegando fogo”? Ainda bem que ninguém ficou ferido!

Neste dia não fiz nenhum passeio turístico. Cheguei à noite e fui direto jantar! Escolhi um restaurante turco para conhecer um pouco a cultura do país. Ele se chama “Hatay Medeniyetler Sofrasi“. A decoração do restaurante todo é feita com fotos de turcos famosos que gostam do local. Meu marido e eu éramos os únicos turistas, os garçons não falavam inglês, mas o cardápio tinha desenhos para ajudar a nossa escolha. A comida era gostosa, mas confesso que não achei sensacional. Ah, ao trazerem a conta, eles nos deram chá. Turco bebe bastante chá, não importa a hora do dia! Outro ponto importante é que esse restaurante não vende bebida alcóolica!

Agora que você sabe tudo sobre o dia em que cheguei, vamos aos passeios?

Primeiro dia:

  • Palácio Dolmabahçe: principal centro administrativo do Império Otomano. Local de moradia de vários Sultões e foi aqui o lugar onde Atatürk faleceu. Ele foi presidente da Turquia e o nome do aeroporto leva o nome dele, se lembra? O Palácio Dolmabahçe fica na parte nova da cidade, portanto provavelmente é distante do seu hotel (o melhor lugar para se hospedar é na parte antiga, já que lá se concentra a maioria dos pontos turísticos). Mesmo distante, vale muito a pena conhecer! Tenho algumas dicas para vocês:
    • Esse palácio fica bem cheio, mas você pode reservar o ticket antes para ter prioridade na fila;
    • Ele abre às 9 horas e fecha às 16 horas, mas como os tickets são limitados por dia, se ultrapassar o número estipulado eles fecham o guichê mesmo que seja antes das 16 horas;
    • Depois das 15 horas você tem que escolher entre visitar o Harém ou o Selamlik (parte do palácio reservada para homens e visitas);
    • O palácio fecha às segundas e quintas;
    • Como chegar? Vá até a estação Kabataş (T1).
    • Valor de entrada: 40 liras turcas (palácio + harém).
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Palácio Dolmabahçe

Dica de ouro: leve sempre água e algum lanchinho na bolsa. Os palácios são enormes e tão interessantes que você só percebe que está a horas no lugar quando a fome aperta! Falo isso por experiência própria. Meu marido e eu estávamos morrendo de fome, então o segundo lugar do dia escolheu a gente por ser uma rua cheia de lojas e restaurantes.

  • Avenida Independência (Istiklal) na praça Taksim: rua bem extensa com várias lojas e restaurantes. E pessoas. Muitas pessoas! Até assusta na chegada, mas pode enfrentar porque é um caos organizado – tem que ir para entender. Foi aqui também que comprei meu chip turco com internet (loja “Avea”, paguei 65 Liras pelo chip + 1 Gb de internet). No final dessa rua está a torre de Gálata, mas a fila para subir estava gigante e acabei desistindo.
  • Bazar de especiarias: foi a terceira e última parada do dia. É um bazar enorme, cheio de temperos, doces e pestisquinhos. É parecido com o nosso mercado municipal!

Hora do jantar: já havíamos reservado uma mesa antes mesmo da viagem porque fomos ao Reina, restaurante mais conhecido de Istambul. É possível fazer a reserva direto pelo site, o que torna tudo bem mais fácil. Depois de meia noite, o restaurante vira boate. A comida estava muito boa, achei a música um pouco alta demais para um restaurante, mas por outro lado condiz super bem com a proposta deles: é um restaurante e boate em um só lugar. Vale a pena conhecer!

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Restaurante Reina. Preço: €€€

Segundo dia:

Tiramos o dia para visitar todos ao cartões postais de Istambul:

  • Hagia Sophia: hoje em dia é um museu, mas antes era um templo que misturava o islamismo e o catolicismo. A área do Hagia Sophia é bem grande, reserve algumas horas para visitar bem o local.
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    Hagia Sofia

    Logo ao lado, está a nossa próxima atração turística:

  • Blue Mosque: a conhecidíssima Mesquita Azul. Vale muito a pena entrar para conhecer. É muito bonita! Reparem o lugar reservado para as mulheres rezarem! Ah, por falar nisso, não pode entrar com ombro, pernas e cabelos aparecendo. Como eu já programei a viagem antes, se no dia tinha mesquita para visitar, já colocava calça jeans e pegava um lenço que já levei de casa. Se você não estiver com o traje pedido, não se preocupe: eles emprestam lenços antes de entrar sem cobrar nada por isso. A entrada na Mesquita também é gratuita!

    Traje para entrar na Mesquita Azul
    Traje para entrar na Mesquita Azul
  • Aproveitamos que estávamos pertinho e fomos conhecer a Cisterna. É muito interessante! A fila é enorme, depois tem fila para tirar foto das cabeças da Medusa que sustentam uma coluna lá na cisterna e tem fila até para tirar foto. Mas nada disso diminui o valor do lugar. É com certeza uma atração importante a ser visitada!
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Cabeça da Medusa

Entre uma atração e outra, nós almoçamos em um restaurante ótimo e com um preço muito camarada. O nome é House of Medusa. Comida ótima, atendimento também e decoração fofa. Adorei!

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Restaurante House of Medusa. Preço: €€

Para jantar, fomos no Sunset Grill & Bar. É sem dúvida nenhuma o melhor restaurante que já fomos na vida! Sem exagero! Comida, atendimento, ambiente, música, vista, tudo maravilhoso. O preço é bem salgado, mas vale a experiência.

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Restaurante Sunset. Preço: €€€€

 

Terceiro dia:

  • Palácio Topkapi: ma-ra-vi-lho-so! Amei e voltaria mil vezes! É tão bom, mas tão bom, que só saímos quando a fome começou a apertar e meu marido percebeu que estávamos há um pouco mais de 5 horas deslumbrados com tudo o que esse palácio nos oferecia. Muito bom mesmo! Dica: não deixe de pegar o guia em áudio. Sem ele, não vai dar para entender muito sobre a vida dos sultões (e também não se esqueça de levar a água e um lanchinho, principalmente se for com crianças)!
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Palácio Topkapi

“Almojantamos” (fomos almoçar quase às 17h!) em um restaurante indicado pelo Filipe aqui do ONDEM. O nome é Pasha e fica em Sultanahmet (pertinho da Hagia Sofia e da Mesquita Azul).

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Kebab turco no restaurante Pascha. Preço: €€

Quarto dia:

  • Fomos a mais um cartão postal: Grand Bazaar. Achei super legal só para conhecer. Não sou consumista, meu marido menos ainda e nenhum de nós dois gosta de pechinchar à la Turquia. O que é pechinchar à la Turquia? É não saber mais o valor do que está sendo comprado. Nenhuma loja tem o preço do objeto na vitrine. Você entra na loja sem noção nenhuma do valor. Se você for um bom pechinchador, você pode comprar por 30 Liras Turcas algo que vale 70 Liras Turcas. O contrário também vale! Meu marido e eu gostamos de uma compra mais direta, sabe? Vendedor diz que o preço é X, a gente vê se está dentro do nosso budget ou não. Claro que pedir desconto a gente até faz (o bom e velho “E o seu melhor preço? Qual é?”), mas ficar nesse cabo de guerra da pechincha não é para gente. Se você gostar, lá é o seu lugar!
  • Ainda tínhamos uma boa parte do dia sobrando, então decidimos ir até a parte asiática. Você sabia que Istambul é  única cidade do mundo em dois continentes? Ficamos no lado europeu, mas estávamos curiosos para conhecer o lado asiático. Pegamos uma balsa na estação Eminönü e fomos para Üsküdar. Foi uma experiência legal. Leia-se: foi ok.  ♪ Não vou dizer que foi ruim… Também não foi tão bom assim… ♪ Só vá ao lado asiático se estiver com dia sobrando, como foi o nosso caso. Eu não aconselho deixar de ver algum ponto turístico mencionado anteriormente para visitar o lado asiático! Ah, nós fomos com a balsa e voltamos de metrô. Sim, o metrô passa por baixo do Bósforo.
  • Falei que não sou consumista, mas fui conhecer o shopping Zorlu Center. Além de lindo e super moderno, o último andar é exclusivo para restaurantes chiques e lojas de grife. Vale a pena olhar a vitrine dar uma espiadinha! Eu fui com o intuito de jantar no restaurante do Jamie Oliver, mas na hora em que olhei o cardápio, desisiti porque não tive a mínima vontade de comer comida italiana “feita” por um britânico. Vou experimentar o restaurante dele quando for a Londres. Em Istambul, meu marido e eu acabamos preferindo o Tom’s Kitchen. Adoramos!
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Grand Bazaar

Agora é com você: gostou das dicas? Você já foi a Istambul e tem algo a acrescentar?